A atividade de ‘factoring’ representou 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal no primeiro semestre, impulsionada pelo crescimento dos créditos tomados, anunciou hoje a Associação portuguesa de ‘Leasing, Factoring e Renting’ (ALF).
“Em Portugal, o ‘factoring’ representava, no final do primeiro semestre, 15,4% do PIB do país, fruto do crescimento dos créditos tomados de 4,1% face ao período homólogo do ano passado”, indicou, em comunicado, a ALF, citando dados da federação europeia do setor.
Até junho, o total de créditos tomados pelo ‘factoring’ em Portugal foi de cerca de 15.800 milhões de euros.
O ‘factoring’ é uma atividade de financiamento a curto prazo para empresas.
Segundo a mesma nota, o peso do ‘factoring’ na União Europeia “é fortemente impulsionado pela prestação dos maiores atores do setor”.
Assim, França, Alemanha e Itália representam 55% dos 787.200 milhões de euros totalizados pelo ‘factoring’ no espaço europeu.
Nestes países, os créditos tomados apresentaram um crescimento superior ao do PIB.
Por exemplo, a Alemanha teve um incremento de 8,6% no ‘factoring’.
Considerando o valor total verificado na Europa, que inclui também o mercado do Reino unido, o ‘factoring’ representou, nos primeiros seis meses do ano, 953.400 milhões de euros, acima dos 896.500 milhões de euros em créditos de 2019.
“A resiliência do ‘factoring’ verifica-se igualmente quando consideramos o total do continente – contabilização que já inclui o Reino unido, segundo maior mercado para o setor -, com uma retoma clara e em linha com o espaço da União, registando-se uma produção de 953.400 milhões de euros”, acrescentou a ALF, que conta com 27 associados.
Entre janeiro e junho de 2020, os países europeus somavam 853.200 milhões de euros em créditos tomados.
“No primeiro semestre de 2021 notou-se um franco aumento no recurso ao ‘factoring’ por parte das empresas como reflexo do aumento das transações económicas. Como tão bem demonstra o ‘motor’ europeu, na Alemanha, o ‘factoring’ é uma peça fundamental para dar às empresas um suporte que lhes assegure agilidade e segurança nos pagamentos e nos recebimentos”, defendeu, citado no mesmo documento, o vice-presidente da ALF, Pedro Cunha.





